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Como associar-se
 
As questões relacionadas com produção e consumo de energia ocupam, cada vez mais, posição estratégica, entre os fatores de desenvolvimento econômico sustentado e aqueles que definem a competitivdade empresarial. A percepção de que o abastecimento de energia elétrica é vital, para assegurar um processo de crescimento sustentado, valorizam a geração distribuída como importante opção estratégica.

Nesse ambiente, a cogeração vem alcançando crescente nível de interesse, visibilidade e viabilidade, tanto nas nações desenvolvidas como naquelas em desenvolvimento, seja para melhorar a eficiência energética dos processos produtivos, seja para expandir a capacidade de geração, seja para melhorar a qualidade e a confiabilidade dos sistemas de distribuição ou mesmo, seja para minimizar impactos ao meio ambiente.

A cogeração de energia, sob uma ótica técnica será sempre complementar da infra-estrutura do sistema de distribuição, no qual está apoiada. Sob a ótica econômica, o racionamento de 2001, os recentes “black out”, associados aos modelos institucionais incompletos de regulação institucional indicam existir potencial vulnerabilidade técnica e volatilidade financeira dos atuais preços da energia elétrica.

O cenário energético do Estado de São Paulo, com grande disponibilidade de gás natural (importado da Bolíva e do aproveitamento das recentes descobertas) e de biomassa da cana, é favorável para a posicionar a cogeração como uma “oportunidade estratégica de produzir e consumir energia no local de uso”, como uma questão chave de posicionamento estratégico, para um programa de estímulo à cogeração para operar de forma interconectada com as redes de distribuição e transmissão das Concessionária.

Há um número de importantes de fatores de decisão que devem ser identificados e trabalhados para que a cogeração de energia possa “existir e ocupar pacificamente o seu espaço” como parte de um sistema de geração e de distribuição de energia elétrica. Isso inclui amplo conhecimento das tecnologias de produção de energia descentralizada, questões econômicas de fomento e de crédito, ajustes necessários na regulamentação existente e, principalmente, as importantes questões relacionadas com o meio ambiente.

Para corresponder com essas oportunidades e necessidades de “promover a integração e a cooperação entre os Agentes que atuam e tem interesse de fortalecer a cogeração de energia como um novo segmento econômico” foi constituída a Cogen SP – Associação Paulista de Cogeração de Energia, na forma de uma sociedade civil sem fins comerciais, para atuar direta e indiretamente nesse emergente mercado no Estado de São Paulo. A Cogen SP está iniciando as suas atividades neste mês de setembro , com uma programação de eventos e um Plano de Trabalho que está sendo elaborado com a participação dos seus Associados.

Pela importância desse assunto e pela oportunidade de participar desse processo de “motivação política e econômica da cogeração de energia no Estado de São Paulo”, estamos convidando as Empresas para associar-se à Cogen SP, nos termos do Estatuto Social aprovado na Assembléia realizada em junho, com a presença das Associadas fundadoras: ADTP, Comgas, Gas Natural SPS, Gas Brasiliano, Tractebel Energia, EnergyWorks, Siemens, UNICA, Iqara e Ultratec.

Para tanto, estamos disponibilizando um Sumário Executivo de informações sobre a COGEN SP, Projetos Prioritários e Metas de Desempenho para o ano de 2003, bem como a Proposta de Participação de Associado, para envio dos necessários dados cadastrais.

 
Sumário Executivo
  1. CENÁRIO ENERGÉTICO
 

Os indicadores do cenário energético do Estado de São Paulo podem ser evidenciados nas seguintes percepções estratégicas:

• Energia Elétrica: No Estado de São Paulo já foram viabilizados os principais aproveitamentos econômicos do seu potencial hidrelétrico. A metade das necessidades atuais de energia elétrica é importada de outras regiões do país. Essa dependência poderá ser minimizada no médio e longo prazo com a implementação de uma política de geração distribuída, para o Estado de São Paulo, através da utilização do gás natural e da biomassa da cana, ambos disponíveis em grande volume no território paulista. Essa opção evitaria construir e operar complexos sistemas de transmissão e de back up de geração, necessários para transportar blocos de energia elétrica a serem produzidos, principalmente, pelas futuras usinas da região amazônica, até o mercado consumidor de São Paulo.

• Gás Natural: O consumo atual está no patamar dos 12 milhões de m3/dia. No curto prazo existe grande disponibilidade de oferta de gás boliviano, através do gasoduto Brasil-Bolíva até o horizonte de 2008. No médio prazo, a extraordinária reserva (500 bilhões de m3), descoberta no litoral do Estado de São Paulo assegurará uma oferta sustentada para os próximos 50 anos. O Estado de São Paulo, com essa disponibilidade assegurada de gás natural está pronto para implementar política arrojadas de desenvolvimento do mercado, principalmente, estimulando a cogeração de energia, como uma estratégia para assegurar a oferta de energia elétrica com maior eficiência energética e menor impacto ambiental.

• Biomassa da Cana: O Estado de São Paulo processa em média 200 milhões de ton/safra de cana de açúcar. A disponibilidade da biomassa da cana é crescente, com a expansão da agroindústria canavieira, principalmente, para a produção de álcool. Essa tendência amplia ainda mais as possibilidades da utilização da biomassa da cana, para o desenvolvimento de projetos de cogeração de energia, contribuindo assim para ampliar a oferta de energia elétrica e evitar investimentos no transporte de energia.

 

  2. CENÁRIO DA COGERAÇÃO DE ENERGIA
 

As perspectivas para o desenvolvimento da cogeração no Estado de São Paulo são muito promissoras. Existe grande disponibilidade assegurada de gás natural e de biomassa da cana. Atualmente, as centrais de cogeração em operação somam 500MW, sendo 400MW com biomassa da cana e 100MW com gás natural. O potencial industrial de biomassa é suficiente para cogerar mais de 5.000MW. Podemos também estimar que outros 5.000MW poderão ser cogerarados com gás natural. Existe, portanto, a possibilidade de atingir 10.000MW em cogeração de energia, no médio e longo prazo no Estado de São Paulo. A viabilização desse potencial dependerá das estratégias, ações e interesses convergentes e sustentados de todos os agentes, públicos e privados, que tem interesse no desenvolvimento do mercado de cogeração de energia.

 

  3. CONSTITUIÇÃO COGEN SP
 

Com o objetivo de fomentar a utilização das disponibilidades de gás natural e de biomassa da cana para a implementação da cogeração no Estado de São Paulo, um grupo de Empresas lideradas pela ADTP, Comgás e Única, convergiram interesses na constituição de uma Associação com foco principal na ocupação do “espaço da cogeração de energia” no Estado de São Paulo, pelas vantagens e benefícios explícitos que a geração descentralizada proporciona às políticas públicas de energia e às estratégias empresariais.

Tendo como referência a existência de organizações internacionais, que atuam com objetivos similares, a exemplo da Cogen Europe www.cogen.org, por iniciativa da ADTP, Comgás, Única, Siemens, Tractebel Energia, Iqara, EnergyWorks, Dalkia, Ultratec, Gas Natural SPS e Gas Brasiliano, foi constituída em junho a Cogen SP – Associação Paulista de Cogeração de Energia www.cogensp.com.br, cujas atividades operacionais estão sendo iniciadas neste mês de setembro de 2003.

 

  4. ESTRUTURA SOCIETÁRIA
 

A Estrutura Societária (conforme Estatuto Social, em anexo) foi concebida para corresponder com a oportunidade de fomentar e ocupar o espaço da cogeração no cenário energético do Estado de São Paulo e, a possibilidade de fortalecer um novo segmento econômico - cogeração de energia, para motivar investidores, developers, prestadores de serviços, fornecedores e clientes finais de energia.

A Cogen SP será conduzida por um Conselho Diretor, composto por até 7 (sete) membros, representantes do Associados Efetivos e, por uma Diretoria Executiva, composta de até 4 (quatro) membros, profissionais do mercado, conforme estabelecido pela Assembléia Geral de constituição da Cogen SP.

 

  5. ASSOCIADOS PARTICIPANTES
 

A Cogen SP foi constituída para motivar e atrair empresas interessadas no fomento da cogeração no Estado de São Paulo, visando fortalecer o desenvolvimento desse mercado de forma estruturada e sustentada, através de ajustes na política de regulação da energia elétrica, gás natural e da biomassa.

A participação das empresas na Cogen SP é de livre opção. As condições de participação, vantagens, responsabilidades e importância da participação dependerão do interesse das próprias empresas que constituirão da “força institucional” da Cogen SP . A participação se dará nas seguintes categorias:

• Associados Efetivos: Pessoas jurídicas, privadas e públicas, que atuam no mercado de cogeração e tem interesse de participar e contribuir com as atividades da Cogen SP, de forma intensiva, ativa e participativa nos Grupos de Trabalho, deliberações, eleição e votação em Assembléia.
• Associados Colaboradores: Pessoas físicas e jurídicas, com interesse no progresso técnico, econômico e jurídico da cogeração, que desejam contribuir com as atividades da Cogen SP.
• Associados Honorários: Pessoas físicas e Entidades singulares detentoras de ações de reconhecimento destacado em prol da cogeração de energia, a serem convidadas pela Cogen SP.

 

  6. FOCOS DE ATUAÇÃO
 

O foco de atuação da Cogen SP é a “ocupação do espaço da cogeração” existente no mercado de energia, a partir da utilização do gás natural e da biomassa da cana. Os segmentos de mercado a serem trabalhados serão aqueles que apresentam potencial para usos das tecnologias de cogeração nos setores: industrial, comercial, serviços e agroindustrial.

No âmbito das políticas públicas e da regulamentação, a Cogen SP desenvolverá ações, conforme estabelecido em sua Conduta Funcional, visando à criação de ambiência política e de networking empresarial, para a sustentação das propostas de fomento e de regulamentação que serão trabalhadas pela Cogen SP, conforme deliberação dos seus Associados na orientação da estratégia de atuação.

 

  7. RECURSOS
 

A receita da Cogen SP, para custear suas atividades, será constituído de contribuição obrigatória dos Associados, dotações de entidades de fomento, prestação de serviços de interesse dos Associados, realização de eventos e produção de publicações especializadas. A contribuição do Associado, conforme deliberação da Assembléia Geral de Constituição foi assim estabelecida:

Categoria
Na filiação COGEN SP
MENSALIDADE PARA 2004

Associado Efetivo
R$ 2.500,00
R$ 2.500,00
     
Associado Colaborador
R$ 500,00
R$ 500,00

O processo de associação será realizado por convite da Cogen SP e por livre opção do interessado e, a partir do mês de setembro/2003, conforme estabelecido no Estatuto Social, para cada Categoria de Associado.

Os pagamentos serão sempre efetuados através de boleto bancário e/ou, posteriormente, através de Nota Fiscal de Serviços. Os contatos para associação, informações adicionais e downloads de apresentações, estatuto, publicações, relação de associados, etc, devem ser efetuados preferencialmente por correspondência eletrônica, pelo endereço www.cogensp.com.br.

   
 
   
 
   
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