A geração de energia no Brasil é predominantemente
hidráulica (95%). A capacidade instalada se
aproxima de 90.000 MW. O potencial hidráulico
a ser explorado ainda é muito grande, mas sua
viabilização está cada vez condicionada às
soluções das questões de ordem
regulatória, econômicas e, principalmente,
relacionadas com as questões socio-ambientais,
pois os recursos naturais disponíveis estão
localizados em regiões distantes dos centros
de consumo, que exigem pesados investimentos em transmissão
de energia.
A necessidade de viabilizar o crescimento das atividades
econômicas no país é um imperativo
para a expansão da oferta de energia elétrica.
As taxas previstas para atendimento das necessidades
de eletricidade apontam para um patamar de 6,0% ao
ano, ao longo da próxima década. Além
disso, é importante reduzir as vulnerabilidades
do sistema de geração hidrelétrica
com a diversificação da atual Matriz
Energética, quer seja através da implantação
de sistemas de cogeração, quer seja
através da incorporação de termelétricas
utilizando o gás natural, ou através
da incorporação de outras formas de
energia renovável.
A somatória dos efeitos da necessidade de
apoiar a expansão da oferta e a diversificação
das fontes de geração de energia da
Matriz Energética constituem um conjunto de
fatores que são fundamentais para aumento
da confiabilidade do sistema, diversificação
das alternativas de produção das necessidades
de energia para assegurar o abastecimento competitivo
de energia, fundamental para alavancar o crescimento
econômico do país.
As alternativas para aumento da oferta de eletricidade,
devem ser analisadas com o objetivo de buscar um
desenvolvimento no mínimo auto-sustentável,
tendo em vista os custos associados nos segmentos
de geração, transmissão, distribuição
e comercialização de energia.
Em especial, o Estado de São Paulo, que possui
o mais importante parque industrial e comercial do
país, a exemplo das economias européias,
tem potencial para estimular a auto-produção
de energia elétrica e térmica, através
de sistemas de cogeração que utilizarão
as disponibilidades da biomassa energética
da cana-de-açúcar e do gás natural.
Esse potencial é muito grande e poderá ser
aproveitado economicamente com o uso das tecnologias
disponíveis.