A quantidade de
eletricidade produzida através de cogeração
nos últimos cinco anos cresceu significativamente
em países desenvolvidos, representado hoje
algo ao redor de 10% de toda a energia gerada nos
Estados Unidos. Na Dinamarca, a cogeração
responde hoje por 27,5% de toda eletricidade produzida,
na Holanda, a cogeração representa
hoje 20% da energia elétrica gerada, sendo
estes apenas alguns dos exemplos de países
que estão promovendo a cogeração.
Em todos esses países foram criados algum
tipo de incentivo ou “política pública
para cogeração de energia”,
que contribuíram para o estímulo
ao desenvolvimento da geração distribuída.
No Brasil, ainda são incipientes os mecanismos
em favor de ações concretas que assegurem
o desenvolvimento sustentado dos sistemas de cogeração.
A regulamentação da aplicação
da cogeração no Brasil ainda apresenta
algumas barreiras que estão sendo trabalhadas
e precisam ser vencidas para o desenvolvimento
sustentado da cogeração. Exite porém,
muito interesse e esforço para romper as
barreiras existentes para tornar a cogeração
uma alternativa empresarial de produção
de eletricidade e/ou de energia térmica
pelos próprios clientes finais. As principais “barreiras” que
podem ser vencidas, através de uma ação
convergente e coordenada de todos os agentes da
cadeia da cogeração são:
1. Conhecimento: ampliar as formas de disseminação
de informações sobre tecnologias
e aplicações disponíveis e
principais benefícios da cogeração
para aumentar a eficiência energética
nos processos industriais e de serviços
(redução de custos), evitar investimentos
em transmissão e distribuição
(redução de custos de encargos do
setor elétrico) e as vantagens para a sociedade
em termos de geração de oportunidades
de trabalho e, possibilidades de mitigar impactos
ambientais decorrentes da produção,
transmissão e distribuição
de energia elétrica.
2. Regulação da Cadeia da Cogeração:
ajustar a regulação disponível
do setor elétrico visando “criar espaço
institucional e empresarial” para o avanço
da cogeração, principalmente, a partir
da biomassa e do gás natural.
3. Política de Fomento: identificar os
fatores de estímulo e de fomento da cogeração
que deverão ser trabalhados tais como: linhas
de financiamento específicas, propostas
de incentivos tributários e fiscais.
4. Desenvolvimento de recursos humanos
e tecnológicos:
estimular a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias
de cogeração e oportunidades de formação
de recusros humanos, motivando e atraindo universidades
e institutos de pesquisas.