É a produção simultânea
e de forma seqüenciada, de duas ou mais formas
de energia a partir de um único combustível.
O processo mais comum é a produção
de eletricidade e energia térmica (calor ou
frio) a partir do uso de gás natural e/ou
de biomassa, entre outros.
Os primeiros sistemas de cogeração
instalados ao redor do mundo datam da primeira década
do século XX. Nessa época, era muito
rara a produção centralizada de energia
elétrica. Ainda não existiam as grandes
centrais geradoras pela inexistência de uma
tecnologia eficiente. Era comum o próprio
consumidor de energia elétrica instalar sua
própria central de geração de
energia. Esta situação perdurou até a
década de 40.
Com o avanço da tecnologia surgiram novos
conceitos de geração e de interligação
de sistemas elétricos, otimizados de forma
centralizada que, com o apoio das grandes centrais
(hidrelétricas e termelétricas – nucleares,
carvão, gás natural e óleo combustível),
conseguiam fornecer energia abundante e de baixo
custo. Os sistemas de cogeração foram
então, gradualmente, perdendo participação
no mercado.
No entanto, nas últimas décadas os
setores energéticos passaram a conviver com “crises
sistêmicas”, relacionadas com as dificuldades
dos governos criarem condições políticas
e econômicas para manter a estabilidade regulatória
necessária para atrair fluxos regulares de
recursos para investimentos e assegurar mecanismos
que facilitem as exigências dos longos processos
de licenciamento ambiental dos projetos, para assegurar
o abastecimento de energia elétrica, em quantidade
e qualidade compatível com o ritmo de crescimento
econômico.
Por outro lado com o aumento sustentado da demanda
de energia elétrica, complementado com as
exigências crescentes do mercado por melhoria
da qualidade do fornecimento para corresponder com
o avanço da “robotização
da economia”, principalmente, a massificação
do uso de computadores e da internet, os grandes
sistemas centralizados de geração de
energia passaram a ser exigidos em novas condições
de operação e começaram a dar “sinais
de vulnerabilidade”.
Essa tendência vem fortalecendo opiniões
e promovendo decisões em favor da criação
de oportunidade para o avanço dos “sistemas
de geração distribuída”,
através do qual os clientes finais (indústria,
comércio e serviços), utilizando fontes
de energia primária disponíveis (biomassa
e/ou gás natural), produzem, consomem e administram
as suas necessidades de energia elétrica e
térmica, com fatores de eficiência energética
e de custos posicionados conforme a visão
estratégica dos seus empreendedores.